A descoberta do fogo tirou o homem da escuridão.
Este é o principal objetivo desta dança: trazer a Luz àqueles que nos assistem.
No Sol, nas estrelas, nas fogueiras ou nas brasas, no nosso coração... sentimos a luz da vida.
Desde a mais remota antiguidade, os povos da Terra reverenciavam seus deuses em rituais e cerimônias onde o fogo estava sempre presente. Sua força luminosa indica o caminho que deve ser seguido por aquele que conhece os ensinamentos do Universo.
Os Xamãs pedem ajuda ao Avô Fogo, como é chamado pelos índios, quando é hora de trabalhar as mudanças. O fogo auxilia no processo de limpeza, o velho cedendo lugar ao novo.
O elemento FOGO exerce influência no ser humano através do calor interno e externo do corpo, fazendo-o vibrar internamente e impulsionando-o tanto para construir como para destruir.
A falta deste elemento pode ocasionar: digestão deficiente, falta de ânimo e da alegria de viver, levando-nos a não confiar mais na vida.
Seu excesso pode causar muita atividade, intranqüilidade, impulsividade e excesso de confiança e até mesmo egocentrismo.
Existem alguns exercícios que nos quais podemos equilibrar este elemento:
- Coreografias feitas com velas, castiçais;
- Dançar ou caminhar em volta de uma fogueira;
- Respirações que envolvem ondulações;
O seu equilíbrio com o elemento FOGO pode lhe proporcionar iniciativa, dinamismo, coragem, dedicação e energia.
O fogo é o elemento das transmutações, das transformações. O fogo é a chama que, acesa dentro de nós, faz brilhar nossa aura e nossos olhos, revelando a força de nosso espírito.
Ele conduz cada um à sabedoria interior.
Dança do Candelabro ou castiçal:
Denominada também de Raks El Shemadan, vamos conhecer uma pouco desta dança:
A Dança do Candelabro é uma dança tradicional Egípcia comum nos casamentos.
A bailarina lidera o cortejo dos noivos com um candelabro aceso equilibrado na cabeça para iluminar o caminho do casal.
No Egito, ela acontece durante a Zeffa, famoso cortejo, tradicionalmente egípcio, realizado para levar a prometida até a casa de seu futuro marido, que pode durar vários dias.
O fogo das velas representa a vida. Por isso, essa dança é também freqüentemente realizada em festas de aniversário.
O candelabro deve ser específico para a dança, tendo assim o apoio adequado para a cabeça da bailarina, a base parece um capacete vazado, com um elástico na parte de trás para que o acessório seja mais bem acomodado.
O ritmo usado mais comum é o lento, com performance de movimentos delicados.
Ao contrário do que se imagina, a música para esta dança não é necessariamente composta apenas de trechos lentos em que a bailarina ondula seu corpo com movimentações suaves e precisos. Ela também abrange arranjos um pouco mais rápidos em que se podem executar batidas, tremidos e deslocações bruscas; com destaque para os movimentos de chão.
Dança com Taças:
Parte do folclore egípcio é uma dança muito antiga ligada a Dança do Castiçal. Não se sabe ao certo sua origem, mas acredita-se que tenha surgido no ocidente.
Pode também ser usada em festas de casamento, onde as bailarinas conduzem o cortejo levando as tacinhas acesas na mão, aniversários, batizados ...
A bailarina traz em suas mãos duas taças, onde se encontram as velas acesas, sendo estas equilibradas em várias partes do corpo da bailarina, mesclando sensualidade, mistério e equilíbrio.
As taças com velas iluminam o corpo, os trajes da bailarina e também o ambiente. Por isso recomenda-se que este não seja muito claro.
Não existe um traje pré-determinado, e também não há um ritmo específico. Apenas sugere-se que seja dançada ao som de uma música mais lenta e clássica, causando um ar misterioso.
Por ser uma dança mais lenta e delicada, podem ser realizados movimentos de chão, bem como abusar de movimentos de oitos, ondulações, redondos e cambrees.
A bailarina exterioriza sua deusa interior, fazendo do seu corpo um veículo sagrado e ofertado.
O fogo das velas representa a vida.
Dançar com taças é ter em mãos o poder do fogo, o poder da luz, da vida, do amor, da Deusa.
Mensagem da Dani:
Quando dançamos qualquer dança, seja ela lenta ou agitada, é sempre necessário sentir a música. É o momento de “entrega” Bailarina X Música, que faz a total diferença em quem dança e em quem assiste.
Nesta dança, hoje das taças, não é diferente. Temos o privilégio da energia do fogo em nossas mãos. Sentir a música, trazer à tona lembranças boas, pensamentos de luz, sorrir com os olhos esta é a receita ideal para que este momento seja eternizado.
“Quando ela dança,
Alimenta-se dos valores, guardados por séculos
Nas tumbas lacradas das sacerdotisas e rainhas.
Pois a ira e a majestade sensual e vibrante dessas mulheres deve vir à tona dentro dela,
Ela não sabe. Só sabe que se sente assim quando dança.
Quando ela dança, às vezes o passado se une ao futuro,
E tudo que importa é o momento presente, que parece abranger todos os tempos.
Cada passo torna-se uma rede, na qual captura sua vida,
E a ilumina para que os outros possam ver,
Depois a deixa ir, como um sonho... “
Karen Andes
quarta-feira, 12 de maio de 2010
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Um comentário:
Muito interessante esse texto que trata a respeito do fogo. O que mais gostei diz respeito ao poder que ele tem de construir e destruir!!! Nunca tinha pensado nisso!!!
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